Um log (ao menos até onde sei) é um apunhado de itens que você acumulou em algum lugar e agora resolve postar em conjunto. Este mês eu entrei numa rede social por celular chamado Amino, onde você interage com grupos de interesse comum. Essa iniciativa foi tomada por amigos meus, que conheciam certas comunidades voltadas para o roleplay e cá estou eu com outro personagem a interpretar.
O diferencial que eu encontrei (e achei interessante até) é que você tinha que ser produtivo ― ou ao menos presente ― para subir sua reputação. Isso levou meus amigos a produzir poemas e textos sobre a personagem, onde também entrei nessa onda.
Entretanto, como não nos adaptamos aos grupos, migramos umas duas vezes. E o problema é que eu tinha que migrar todos esses textos, o que era trabalhoso. Resolvi então deixar aqui, não só como backup mas como registro de meus curtos textos (sim, eles acabam sendo curtos por serem lidos numa tela de celular).
【Discussão】 Manipulando as Trevas
//◈ Olá,
Resolvi discutir com os demais membros da comunidade um assunto que talvez seja de interesse geral. Sim, vamos refletir um pouco sobre as características desse elemento e o tipo de atmosfera ele envolve.
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Antes de mais nada, as trevas não é um poder relacionado com sombras. Assim como poderes de Luz e Divinos são diferentes, Trevas e Escuridão são. Geralmente, você pode focar em habilidades mais ligadas aos motivos góticos como necromancia, maldições ou auxílio de entidades opostas ao que o mundo do seu roleplay considera como “Divino”.
Nada impede que você possa mesclá-los, mas é interessante notar que isso acumulará desvantagens.
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Mais um equívoco sobre o uso de Trevas é que sua personagem por conta disso, será um edgy, gótico e/ou revoltado. Hazel Levesque (Percy Jackson) é uma pessoa que ama criatividade, madura e que se preocupa com seus amigos, mesmo sendo filha de Plutão. E o protagonista de Saint Seiya Ômega por questões de enredo tem contato com este elemento, mas não é um fator que muda sua personalidade. Aliás, é um obstáculo que ele encontra em si.
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O que leva para outra questão, que aliás é inerente a todas as personagens:
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Como sua personagem lida com o poder concebido?
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Afinal, se ela quer viver uma vida sem muitos olhares negativos, seu poder é um grande problema.
Se
ela desistiu e deixou que as trevas a guiasse, será que ela não tem nenhum tipo de cautela em mostrar isso? Pois dependendo da situação, isso pode até depreciar seu desenvolvimento ou tornar sua habilidade algo pacato, sem alguma profundidade.
E no caso de uso desde sua existência — quase instintivo — porque sua personagem associa sua habilidade a algo do mal (uma concepção externamente construída) e não algo naturalizado?
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São diversas questões que se você tirar um minuto de seu tempo, talvez tenha outra percepção de como construir sua personagem.
Por fim, esta postagem se trata apenas de algumas observações minhas depois de ver e interpretar tantas personagens com este tipo de contato, então não sintam medo de comentarem dando seu parecer.
E não se esqueça:
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“Nem todo poder é uma bênção.”
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【Story】 Arquivo 1: Influência caótica
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Arquivo 1: Influência caótica
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//◈ Observação:
Estarei postando pequenas one-shots sobre a personagem, sejam cotidianas ou que exemplifiquem fatos do passado. Não terá um padrão de assiduidade, é apenas por diversão mesmo.
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Dois adultos sentavam-se de frente um para o outro, num profundo silêncio que não tinha sinal de interrupção. Um homem e uma mulher. Ele era loiro e tinha olhos da cor do céu mais limpo que era possível se observar - se não mais. Suas orelhas eram pontiagudas e sua expressão pacífica, embora neste momento era notável uma sutil preocupação em sua feição. Ela, por sua vez, era uma morena da cabeça aos pés e possuía marcas de expressão que denunciavam sua severidade que reinava em momentos assim. Em suas mãos, uma caderneta infantilmente decorada para seu filho, Jake, anotar e colar eventuais avisos dos professores.
― Já é a quinta notificação… ― ela murmurou, pensativa.
― O que diz dessa vez? ― o homem perguntou, embora já imaginasse a temática.
― Diz que nosso filho brigou com um outro colega por um mero olhar torto. ― suspirou, massageando o cenho ― conhecendo-o, imagino que a criança esteja muito mal agora. ― Ela fez uma pausa, depois olhando diretamente nos olhos de seu marido. ― Isso é culpa do seu lado da família.
O homem deu de ombros por não poder negar tal afirmação, afinal, era um demônio. Criaturas de natureza caótica (tais como humanos, ironicamente), que tem as trevas como seu principal instrumento. Ele era uma exceção nesse caso, no entanto. Deslocado de sua legião pela natureza pacifista, encontrou conforto fazendo viagens para o mundo humano. Onde, num belo dia, conheceu sua futura esposa e não mais retornou para o Inferno. Com isso, depois de descobrir que seria pai, prometeu que daria uma vida humana para sua criança.
Mas pelo visto, o caos corre de forma evidente em Jake. Ele respirou fundo, pensando em como resolver isso.
― Como humanos sensibilizam seu coração?
― … Geralmente, por meio de artes. - a mulher estranhou a pergunta de início, até que percebeu o que ele queria dizer. - Ah. Estamos naquele momento de escolher um curso para nosso filho? - Não pôde segurar um riso. - Que adorável. Tem alguma ideia?
O homem ficou quieto mais uma vez, tentando pensar em algo.
― Eu não sou bom em desenho… Jake também pode não ser… Mas mais importante, temos que pensar em algo que desenvolva o máximo possível de habilidades.
― Hum, já pensou em aulas de culinária? Ele vai precisar mesmo quando morar sozinho.
― Perfeito. Aquele instrumento pirocinético que você usa parece deveras complexo. Assim como o manuseio de seus caldeirões.
― … Você quer dizer o fogão e as panelas?
― … Isso.
A mulher riu com a forma que seu marido descreveu objetos tão cotidianos. Então, estava decidido. Colocar seu filho num curso de culinária desenvolveria sua concentração, precisão, criatividade e muitos outros benefícios. Com sorte, também ajudaria a controlar o gênio dele. Nada custa tentar.
― Já é a quinta notificação… ― ela murmurou, pensativa.
― O que diz dessa vez? ― o homem perguntou, embora já imaginasse a temática.
― Diz que nosso filho brigou com um outro colega por um mero olhar torto. ― suspirou, massageando o cenho ― conhecendo-o, imagino que a criança esteja muito mal agora. ― Ela fez uma pausa, depois olhando diretamente nos olhos de seu marido. ― Isso é culpa do seu lado da família.
O homem deu de ombros por não poder negar tal afirmação, afinal, era um demônio. Criaturas de natureza caótica (tais como humanos, ironicamente), que tem as trevas como seu principal instrumento. Ele era uma exceção nesse caso, no entanto. Deslocado de sua legião pela natureza pacifista, encontrou conforto fazendo viagens para o mundo humano. Onde, num belo dia, conheceu sua futura esposa e não mais retornou para o Inferno. Com isso, depois de descobrir que seria pai, prometeu que daria uma vida humana para sua criança.
Mas pelo visto, o caos corre de forma evidente em Jake. Ele respirou fundo, pensando em como resolver isso.
― Como humanos sensibilizam seu coração?
― … Geralmente, por meio de artes. - a mulher estranhou a pergunta de início, até que percebeu o que ele queria dizer. - Ah. Estamos naquele momento de escolher um curso para nosso filho? - Não pôde segurar um riso. - Que adorável. Tem alguma ideia?
O homem ficou quieto mais uma vez, tentando pensar em algo.
― Eu não sou bom em desenho… Jake também pode não ser… Mas mais importante, temos que pensar em algo que desenvolva o máximo possível de habilidades.
― Hum, já pensou em aulas de culinária? Ele vai precisar mesmo quando morar sozinho.
― Perfeito. Aquele instrumento pirocinético que você usa parece deveras complexo. Assim como o manuseio de seus caldeirões.
― … Você quer dizer o fogão e as panelas?
― … Isso.
A mulher riu com a forma que seu marido descreveu objetos tão cotidianos. Então, estava decidido. Colocar seu filho num curso de culinária desenvolveria sua concentração, precisão, criatividade e muitos outros benefícios. Com sorte, também ajudaria a controlar o gênio dele. Nada custa tentar.
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【Poema】 Subjugados
Ah! Veja como são medíocres!
Como são feitos de piche ao invés de umbra,
Como querem que a noite os sussurra,
Contos que apenas um maldito escuta.
É tão engraçado
Ver tantos palhaços
Vestindo uma pele que não lhes pertence
Apenas para que se sintam “gente”.
Nós observamos tudo,
Mas é um absurdo
Quando por suas ações,
Somos inclusos nas acusações.
Não pedimos para nascer de pecados,
Nem para trajarmos tal fardo,
Então por quê?
Por que vocês são tão obcecados?
Na fúria sentimos vontade de pisotear,
Mas no contentamento sabemos que nada irá mudar.
São reles ovelhas sem um pastor,
Escondendo sob nosso nome sua dor.
Não pedimos este estigma,
Este que veio a mais por uma visão ridícula,
Então por quê?
Por que ainda nos macula?
Ao final nos resta o disfarce
Como se não bastasse
O árduo caminho
Que nos foi incumbido.
Então, vejam como são miseráveis,
Pois ao invés de melhorarem,
Envergonha nossa origem
E nos rebaixa a meros personagens.
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【Discussão】 Dualizando sua personagem
//◈ Olá,
Aproveitando o tema de meu último post resolvi falar de algo que pode auxiliar a criar personagens mais profundos: Sua relação com o bem e mal - ou como irá ser dito nesse post, sua dualidade.
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Para quem ainda não sabe, essa divisão de bem e mal são conceitos da cultura ocidental. Na oriental é mais aceito que a pessoa seja feita de aspectos ambíguos. Um exemplo é o símbolo do Yin Yang, do taoísmo, que prega justamente o equilíbrio e a aceitação destes lados.
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Saber definir onde sua personagem se posiciona nesse alinhamento e como ela dialoga com o lado oposto é praticamente uma das chaves para uma personalidade mais humana. Em Durarara!! temos diversos exemplos lindos dessa mescla de características. Shizuo por exemplo, é reconhecido pelo seu comportamento agressivo (associado ao negativo) mas ele odeia violência (algo positivo). Isso choca o espectador pelo contraste e ainda dá uma dica de como Shizuo vê sua habilidade.
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Já nos RPGs, existe um atributo chamado justamente de “alinhamento”. São 9 arquétipos que resumem o comportamento e noções de bem e mal da sua personagem. São elas Lawful good, Neutral good, Chaotic good; Lawful neutral, True neutral, Chaotic neutral; Lawful evil, Neutral evil e Chaotic evil.
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{Light Yagami é um exemplo de Lawful evil. Suas ações são claramente malignas, mas que trabalha em prol do bem social do seu ponto de vista.}
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Então, finalmente, faça estas perguntas ao pensar na sua personagem:
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Onde ela se encaixa? Faz sentido pela história? Que características denunciam seu comportamento?
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Até a próxima,
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【Poema】 Filho do caos
Eu conheço esse olhar
E esse sorriso
Que ri da cara do perigo
Enquanto deixa o passado ao andar.
Tendo ideias visionárias
Desorganizadas
Ou seria então
Lapsos de uma revolução?
Não adianta esconder sua expressão
Na ânsia dentre os comuns se esconder
Pois uma vez vista é difícil esquecer
A face de quem sabe sua missão.
Não liga que te chamem de lunático
Só porque você tem métodos muito mais “práticos”
Às vezes por conta dos resultados,
Vale muito a pena jogar os dados.
Para onde você planeja ir?
Céu? Mar? Até onde conseguir?
Teu futuro pertence apenas a tuas mãos,
Que de opções jamais faltarão.
Você é o filho do moderno,
Que se destaca pela determinação,
Então siga sua intuição
Que seu nome será eterno
Você é o filho do caos.
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【Poema】 Sacrifício
Veja só a famigerada,
A desgraçada
E o dito cujo
Que no fim só trazem infortúnio.
O pior de todos eles obviamente
É o tolo demente
Que se desdobra
Com dores que ninguém chora.
Afinal tudo é questionável
Argumentável
Estaria ele exagerando?
Ou sendo censurado pelo bando?
De qualquer jeito
O tolo pisa em seu próprio desejo
Por uma ação
Sem uma retribuição.
Afinal, é isso que chamam de altruísmo!
A linha entre o martírio e o masoquismo!
Seja bondoso até com seu inimigo!
E foda-se se é você que ficará de castigo!
Loucura? Possível.
Inveja? Plausível.
Emoção invisível
De um caso inconclusivo.
Mas chega o momento do cansaço
E a máscara de bom moço cai em pedaços
Cacos não mais juntáveis
De uma mente que de umbra se manchaste.
O tolo se transformou em subjugado
E agora apenas finge seu pertencimento
Pois no fundo quer ver tudo ser esmagado,
E sua antiga vida jogada ao esquecimento.
O tolo subjugado não estende mais sua mão.
Por que? Todos jamais lhe deram razão.
Anda junto com o filho da revolução,
Ora dois ora uma única junção.
Um triste espetáculo
Sem ninguém no teatro.
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